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Protocolo de Montreal

Protocolo de Montreal e a Convenção de Viena

O Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio é um tratado internacional que objetiva proteger a camada de ozônio por meio da eliminação da produção e consumo das Substâncias Destruidoras do Ozônio (SDOs). Foi adotado em 1987 em resposta à destruição da camada de ozônio que protege a Terra contra a radiação ultravioleta emitida pelo sol.

Por meio do Decreto nº 99.280, de 6 de junho de 1990, os textos da Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio e do Protocolo de Montreal foram promulgados no Brasil, determinando que fossem executados e cumpridos integralmente.

O Protocolo de Montreal estabeleceu metas de eliminação das SDOs para todos os Países, respeitando o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Assim, em 1990, para prover assistência técnica e financeira aos países em desenvolvimento foi instituído o Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal (FML).

Este fundo é administrado por um Comitê-Executivo e abastecido pelos países desenvolvidos. Os projetos que apóia são implementados em 147 países em desenvolvimento com a colaboração das seguintes agências implementadoras das Nações Unidas:

  • PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento;
  • ONUDI – Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial;
  • PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente; e
  • Banco Mundial.

A implementação dos projetos de eliminação das SDOs também pode ser realizada por agências bilaterais de cooperação técnica dos países doadores, como, por exemplo a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

A partir das ações adotadas pelos países no âmbito do Protocolo de Montreal, estima-se que, entre 2050 e 2075, a camada de ozônio sobre a Antártica retorne aos níveis que apresentava em 1980.

Estimativas apontam que, sem as medidas globais desencadeadas pelo Protocolo, a destruição da camada de ozônio teria crescido ao menos 50% no Hemisfério Norte e 70% no Hemisfério Sul, isto é, o dobro de raios ultravioleta alcançaria o norte da Terra e o quádruplo ao sul. A quantidade de SDOs na atmosfera seria cinco vezes maior.

Em 2012 foram comemorado os 25 anos da assinatura do Protocolo de Montreal, tratado que conta com a participação de 197 países Parte, sendo este um resultado notável a favor da conscientização ambiental e da proteção da natureza.

Substância Destruidoras do Ozônio (SDOs) e a Refrigeração

As SDOs são substâncias químicas sintetizadas pelo homem para diversas aplicações. Em geral são utilizadas na refrigeração doméstica, comercial, industrial e automotiva, na produção de espumas (agente expansor do poliuretano), na agricultura para desinfecção do solo (controle de pragas), para proteção de mercadorias (desinfecção), em laboratórios, como matéria-prima de vários processos industriais, etc.. As mais comuns são: clorofluorcarbono (CFC), hidroclorofluorcarbono (HCFC), brometo de metila e halon.

No setor da refrigeração, os CFCs foram aos poucos sendo substituídos pelos HCFCs e HFCs. Essas substâncias possuem alta capacidade para absorver calor, não são inflamáveis e nem tóxicas ao ser humano. No entanto, os CFCs apresentam alto poder de destruição da camada de ozônio. Já os HCFCs também destroem a camada de ozônio, mas em menores proporções.

Os CFCs, HCFCs e HFCs são substâncias que contribuem para o aquecimento global. Portanto, a liberação de qualquer uma destas substâncias na atmosfera trará enormes prejuízos ao meio ambiente.

A Adesão do Brasil ao Protocolo de Montreal

Por meio do Decreto nº 99.280, de 6 de junho de 1990, os textos da Convenção de Viena e do Protocolo de Montreal foram promulgados, determinando que fossem executados e cumpridos integralmente no Brasil.

Desde então, o Brasil tem feito a sua parte em relação aos esforços internacionais para a proteção da camada de ozônio e tem cumprido com as metas estabelecidas pelo Protocolo de Montreal, colaborado para a defesa do meio ambiente e para a modernização e aumento da competitividade da indústria brasileira.

O País concluiu a eliminação do consumo dos CFCs (clorofluorcarbonos) em janeiro de 2010. Nos últimos 15 anos, o trabalho desenvolvido pelo Governo brasileiro, com recursos do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal, conseguiu reduzir o consumo anual de 9.276 toneladas de CFCs em 2002 para zero em 2010, correspondendo ao equivalente a mais de 600 milhões de toneladas de gás carbônico de emissões evitadas no período, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente.

O Plano Nacional para Eliminação dos CFCs (PNC), aprovado em 2002, possibilitou a implantação de um sistema de recolhimento, reciclagem e regeneração de Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio (SDOs) em todo o país, composto de cinco centrais de regeneração e 120 unidades de reciclagem para fluidos frigoríficos. desde então, mais de 24,6 mil técnicos foram capacitados em boas práticas de refrigeração e mais de 200 empresas nacionais obtiveram apoio para a eliminação dos CFCs nos equipamentos de refrigeração e na fabricação de espumas de poliuretano.

O IBAMA e o Cadastro Técnico Federal

O IBAMA é a instituição responsável pelo controle da produção, importação, exportação e consumo de Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio (SDOs) no País. O órgão estabelece as cotas de importação das substâncias; é responsável pela anuência de licenças de importação e pelo cadastro de todas as pessoas físicas e jurídicas manipuladoras de SDOs; realiza o monitoramento do comércio e utilização dessas substâncias e atua na fiscalização do setor, garantindo que o Brasil atenda aos limites estabelecidos pelo Protocolo e pela legislação brasileira.

A Lei n°. 6.938, de 31 de agosto de 1981, institui o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF), que é gerenciado pelo IBAMA. O CTF tem por objetivo prover informações sobre pessoas físicas e jurídicas que interferem direta ou indiretamente no meio ambiente; impactando a sua qualidade, assim como sobre as atividades potencialmente poluidoras que realizam e as matérias-primas, produtos e resíduos dos processos produtivos.

No que se refere ao Protocolo de Montreal, o objetivo do CTF é controlar a importação, exportação, comércio e utilização de SDOs. Uma vez cadastrada, a pessoa física ou jurídica deverá encaminhar periodicamente relatórios de suas atividades, caso contrário estará sujeita às sanções legais.

O cadastramento no CTF pode ser feito pelo seguinte endereço: servicos.ibama.gov.br/cogeq.

A tabela abaixo descreve a categoria do serviço que as empresas devem estar cadastradas quando manipulam substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal:

Categoria das empresas conforme atividades e serviços referentes a substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal.
ATIVIDADE CATEGORIA CÓDIGO DESCRIÇÃO TCFA
Recolhedor, reciclador, regenerador, incinerador Serviços de Utilidade 17 - 56 Tratamento e destinação de resíduos industriais líquidos e sólidos - substância controlada pelo Protocolo de Montreal Sim
Importador, exportador, comércio Transporte, Terminais, Depósitos e Comércio 18 - 10 Comércio de produtos químicos e produtos perigosos - produtos e substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal, inclusive importação e Exportação Sim
Transportador Transporte, Terminais, Depósitos e Comércio 18 - 20 Transporte de cargas perigosas - Protocolo de Montreal Sim
Usuário Outros Serviços 21 - 3 Utilização de substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal Não
Font: CTF/IBAMA

A Camada de Ozônio: suas causas e efeitos

O ozônio (O3) é um dos gases que compõe a atmosfera e cerca de 90% de suas moléculas se concentram entre 20 e 35 km de altitude, região denominada camada de ozônio. Sua importância está no fato de ser o único gás que filtra a radiação ultravioleta do tipo B (UV-B), nociva aos seres vivos. O ozônio tem funções diferentes na atmosfera, em função da altitude em que se encontra. Na estratosfera, o ozônio é criado quando a radiação ultravioleta, de origem solar, interage com a molécula de oxigênio, quebrando-o em dois átomos de oxigênio (O). O átomo de oxigênio liberado une-se a uma molécula de oxigênio (O2) formando assim o ozônio (O3). Na região estratosférica, 90% da radiação ultravioleta do tipo B é absorvida pelo ozônio. Ao nível do solo, na troposfera, o ozônio perde a função de protetor e se transforma em um gás poluente, responsável pelo aumento da temperatura da superfície, junto com o óxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso.

Nos seres humanos a exposição à radiação UV-B está associada aos riscos de danos à visão, ao envelhecimento precoce, à supressão do sistema imunológico e ao desenvolvimento do câncer de pele. Os animais também sofrem com as consequências do aumento da radiação. Os raios ultravioletas prejudicam estágios iniciais do desenvolvimento de peixes, camarões, caranguejos e outras formas de vida aquáticas e reduz a produtividade do fitoplâncton, base da cadeia alimentar aquática, provocando desequilíbrios ambientais.


Buraco na Camada de Ozônio

A Figura 1 apresenta um esquema didático de como a molécula de ozônio é destruída.

Apresenta um esquema didático de como a molécula de ozônio é destruída.

Figura 1 – Mecanismo de destruição da molécula de ozônio quando em contato com uma molécula de CFC-11.

No início da década de 80 descobriu-se uma queda acentuada na concentração do ozônio sobre o continente antártico, fenômeno que se convencionou chamar de “buraco da camada de ozônio”.

 

Na Figura 2 é possível visualizar a extensão da rarefação da camada de ozônio sobre a região da Antártica em Setembro de 2012. A cor tendendo do azul para o violeta indica a baixa concentração de ozônio.

Concentração de Ozônio (Unidades Dobson)

Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH)

Projeto para o Setor de Serviços

A partir de setembro de 2007, o Protocolo de Montreal entrou em uma nova fase voltada para a eliminação da produção e consumo dos Hidroclorofluorcarbonos - HCFCs, considerando que essas substâncias, além do potencial de destruição da camada de ozônio também possuem alto potencial de aquecimento global. Por meio da Decisão XIX/6, as Partes do Protocolo de Montreal decidiram antecipar os prazos de eliminação dessas substâncias.

 

De acordo com a regra acima, todos os países se comprometem a cumprir um novo cronograma de eliminação dos HCFCs. No caso dos países em desenvolvimento, os prazos de eliminação dos HCFCs ficaram definidos conforme a Tabela 1:

Tabela 1: Cronograma de eliminação do consumo de HCFCs
ANO AÇÃO
2013 Congelamento do consumo dos HCFCs (média do consumo de 2009 e 2010)
2015 Redução de 10,0% do consumo
2020 Redução de 35,0% do consumo
2025 Redução de 67,5% do consumo
2030 Redução de 97,5% do consumo
2040 Eliminação do consumo

O Brasil, por meio do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, optou por reduzir em 16,6% o consumo de HCFCs até 2015. Esta ação afetará diversos setores industriais, entre eles os setores de refrigeração e ar condicionado, espumas, solventes e extinção de incêndio.

Estratégia de redução do consumo de HCFCs –Fase 1 do PBH

Em 2009, o Seminário Nacional "Governo e Sociedade a caminho da eliminação dos HCFCs" marcou o início da elaboração do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs – PBH. Este documento define as diretrizes e ações a serem executadas pelo Brasil relacionadas à eliminação dos HCFCs conforme metas previstas na Decisão XIX/6 com foco inicial para o período de 2013 a 2015 (Etapa 1).

Na etapa 1 do PBH, a estratégia de eliminação dos HCFCs consta da realização das seguintes atividades:

  • ações regulatórias;
  • execução de projetos de conversão de tecnologias para o setor de espuma (HCFC-141b);
  • execução de projetos de contenção de vazamentos para o setor de serviços (HCFC-22).

A tabela abaixo apresenta a estratégia de redução do consumo de HCFCs aprovado pelo Comitê Executivo do Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal visando à redução do consumo de HCFC-22 e HCFC-141b. Para a etapa 1 foram aprovados US$ 19.597.166,00 para a implementação dos projetos previstos.

Tabela 2: Estratégia de Redução do Consumo de HCFCs – Fase 1 do PBH
  SETOR APLICAÇÃO QUANTIDADE (TONELADAS MÉTRICAS) QUANTIDADE (TONELADAS PDO*)
HCFC-141b Manufatura PU   294,1 32,4
Pele Integral/Flexível Moldada 789,21 86,8
PU Rígido 450,91 49,6
Sub - Total 1.534,22 168,8
HCFC-22 Ações Regulatórias Refrigeração e Ar Condicionado 26,7 1,5
Serviços Refrigeração e Ar Condicionado 909,09 50
Sub - total 935,79 51,5
Total   2.470,01 220,3

*PDO = Potencial de Destruição do Ozônio

 

O PBH foi construído de forma conjunta e participativa, por meio de um processo aberto, transparente e democrático, cuja participação de todos os setores envolvidos, governo e iniciativa privada, foram cruciais.

Coordenação da implementação do PBH

O PBH é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio da Coordenação de Proteção da Camada de Ozônio vinculada à Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, e conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) e dos demais Ministérios integrantes do Comitê Executivo Interministerial para a Proteção da Camada de Ozônio - PROZON.

Para a execução das ações previstas nesta primeira fase, o PBH é apoiado pelo PNUD, que atua como agência líder, e pela GIZ, que atua como agência cooperadora.

A GIZ é a agência de cooperação bilateral que atuará, no âmbito do PBH, na implementação dos projetos de contenção de vazamentos para o setor de serviços, com o objetivo de reduzir o consumo de HCFC-22 no Brasil. O recurso disponibilizado pelo Protocolo de Montreal para o setor foi de US$ 4.090.909,00 para a eliminação de 50 toneladas PDO de HCFC-22, ou seja, mais de 900 toneladas métricas. O setor de serviços de refrigeração e ar condicionado responde por 85% do consumo de HCFC-22 no Brasil. Uma quantidade significativa de emissões de HCFC-22 poderia ser evitada por meio da aplicação de boas práticas durante a instalação, operação, manutenção e reparo de equipamentos de refrigeração e ar condicionado. Boas práticas incluem atividades de manutenção preventiva, detecção de vazamentos, registro de dados técnicos, operação adequada, além da recuperação, reciclagem e manuseio correto dos fluidos frigoríficos, entre outros procedimentos. Essas atividades demandam profissionais devidamente capacitados e treinados, no qual podem contribuir para uma redução significativa do consumo de fluidos frigoríficos.

Neste contexto, o Programa de Treinamento e Capacitação de Mecânicos e Técnicos de Refrigeração está sendo implementado com apoio da Associação Brasileira de Supermercados – Abras e da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento - Abrava e visa introduzir e/ou reforçar técnicas e procedimentos que contribuam para a redução das perdas de fluidos frigoríficos, ao mesmo tempo em que diminui as necessidades de manutenção e aumenta a vida útil dos equipamentos.

Outras medidas previstas no PBH

  • Realização de cinco projetos demonstrativos de contenção de HCFCs em supermercados, sendo um em cada região do Brasil, com o objetivo de apresentar procedimentos que melhorem a estanqueidade dos sistemas de refrigeração, a partir da substituição de peças antigas e ineficientes;
  • Introdução de uma aplicação interativa para a documentação do consumo de HCFCs e monitoramento das atividades de manutenção de equipamentos de refrigeração em instalações comerciais;
  • Estímulo ao recolhimento, reciclagem e regeneração das SDOs por meio da infra-estrutura existente no País, composta por centrais de regeneração e unidades de reciclagem de fluidos frigoríficos;
  • Eliminação de 168,8 toneladas PDO de HCFC-141b por meio da conversão industrial de empresas de capital nacional que operam nos subsetores de Espuma Rígida, Espumas Flexíveis e Moldadas e Espumas de Pele Integral;
  • Fortalecimento do Cadastro Técnico Federal do IBAMA, que atualmente é capaz de fornecer estatísticas sobre o setor e de monitorar efetivamente a utilização das SDOs no Brasil.

Projeto para o Setor de Serviços

As ações a serem desenvolvidas para este setor têm como objetivos:

  • Conter os vazamentos;
  • Aplicar boas práticas na instalação, manutenção, reparo e utilização de novas alternativas, incluindo questões de segurança durante o uso de fluidos frigoríficos inflamáveis de baixo GWP (Potencial de Aquecimento Global);
  • Aplicar boas práticas no recolhimento, reciclagem e regeneração, com a utilização de novas ferramentas;
  • Executar projetos demonstrativos de contenção de HCFCs em sistemas de refrigeração de supermercados;
  • Divulgar boas práticas para a contenção de vazamentos. 
    O componente para o setor de serviços tratará especificamente de dois subsetores:
  • Refrigeração doméstica (aparelhos de ar condicionado - modelo Split);
  • Refrigeração comercial (sistema de refrigeração/ ar condicionado em supermercados).

Programa de Treinamento - Supermercados

O programa de treinamento para supermercados tem como objetivo capacitar técnicos do setor para que possam realizar atividades de operação, reparos e manutenção de sistemas de refrigeração/ar condicionados, com a aplicação de procedimentos que contribuam para a redução das perdas de fluidos frigoríficos.

A tabela abaixo resume a distribuição dos cursos por região e estado. Cada curso ocorrerá em turmas de 16 alunos. O objetivo é tornar as aulas participativas, a partir de treinamentos que priorizam o aprendizado prático (15% teórico e 85% prático).

Quantidade prevista de alunos e treinadores por região e estado
REGIÃO ESTADO ALUNOS NÚMERO DE CURSOS PREVISTOS (TURMAS)
Norte Amazonas 384 24
Nordeste Bahia 1.280 80
Centro-Oeste Goiás 384 24
Sudeste Minas Gerais 
São Paulo
1.280 
752
80 
47
Sul Rio Grande do Sul 720 45
Brasil   4.800 300

O programa prevê inicialmente a capacitação de 40 instrutores para que possam replicar a metodologia de ensino que será utilizada nos cursos. Os instrutores serão responsáveis pela capacitação de 4.800 profissionais do setor.

Os cursos abordarão questões relacionadas à proteção da camada de ozônio, ao Protocolo de Montreal e legislação específica sobre o tema. O treinamento sobre "boas práticas" será realizado com o apoio de instrumentos adicionais de capacitação, para que o aluno possa lidar com os aparelhos comerciais de RAC (refrigeração/ar condicionado) e que também possa avaliar questões relativas à tecnologia, controle de vazamentos, segurança e desempenho.

Confira aqui o conteúdo do Programa de Treinamento e Capacitação, desenvolvido com apoio da Associação Brasileira de Supermercados – Abras.

Projetos Demonstrativos de Contenção de Vazamentos de HCFCs em Supermercados

Os projetos demonstrativos de contenção de vazamentos de HCFCs em instalações de refrigeração e ar condicionado de supermercados têm como objetivo demonstrar melhorias técnicas e procedimentos de manutenção e operação que contribuam para diminuição ou eliminação dos vazamentos de HCFC-22. Os resultados serão amplamente divulgados com vista a sensibilizar os empresários do setor a adotarem medidas e procedimentos semelhantes. As ações contribuirão para a redução da demanda de HCFC-22 no setor de serviço, o que permitirá ao Brasil cumprir com o cronograma de eliminação de HCFCs aprovado pelo Protocolo de Montreal.

Serão selecionados cinco (5) supermercados, um por região, para a realização dos projetos demonstrativos. O processo seletivo para a seleção das lojas (supermercados) será realizado pela GIZ em cooperação com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

Também está prevista a disponibilização de um programa de consultoria comercial no qual empresas interessadas poderão contar com o seguinte apoio: I. Avaliação da viabilidade econômica para melhor gestão do estoque instalado de HCFC-22, e II. Avaliação da substituição de sistemas com HCFC-22 para tecnologias livres de potencial de destruição da camada de ozônio e com baixo potencial de aquecimento global.

Projeto Sistema de Documentação Online

Este projeto tem como objetivo disponibilizar uma aplicação interativa para a administração, documentação e manutenção de equipamentos de refrigeração em instalações comerciais.

As empresas prestadoras de serviços e as que realizam suas próprias atividades de manutenção poderão fazer uso do sistema. O sistema prevê o monitoramento fácil das atividades de manutenção e do consumo de fluido frigorífico.

Será possível controlar, por meio de um conjunto de ferramentas, informações relevantes sobre boas práticas de refrigeração, controle de vazamentos e de custos, listas e formulários de manutenção.

As informações dos usuários são protegidas. O sistema ainda permite controlar permissões de acesso para cada tipo de usuário (convidado, operador, empresa prestadora de serviço, administrador).

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Perguntas e Respostas

1. O que é o ozônio?

O ozônio (O3) é um gás naturalmente presente na atmosfera. Cerca de 10% do gás encontra-se na troposfera, região mais próxima da superfície da Terra, e os outros 90% estão concentrados na estratosfera, a uma distância que varia de 10 a 50 quilômetros da superfície, constituindo a Camada de Ozônio. O ozônio é uma variedade alotrópica do gás oxigênio (O2), com a diferença de ter um átomo a mais na sua composição molecular.

 

2. Por que se preocupar com o ozônio? O ozônio é benéfico aos seres humanos e o meio ambiente?

Sim. O gás forma uma camada na atmosfera que serve de filtro protetor à radiação solar ultravioleta (UV-A e UV-B). Os raios UVs, em excesso, são nocivos à saúde das pessoas e podem provocar doenças, como o câncer de pele. O ozônio também pode ser utilizado como um poderoso agente oxidante no tratamento de água, rejeitos industriais vivos, entre outros elementos.

 

3. Por que a destruição do ozônio representa uma ameaça à saúde humana e ao meio ambiente?

Sem o escudo protetor da Camada de Ozônio, os seres vivos estarão mais expostos aos raios ultravioleta (UV), e, consequentemente, mais propensos a desenvolver doenças. Uma das causas do melanoma maligno, uma forma cancerígena muito menos comum, porém mais agressiva, é atribuída aos níveis mais altos de radiação UV. Problemas de visão, como a catarata, também podem ser contraídos. Além disso, os danos à Camada de Ozônio contribuem para a diminuição da eficiência do sistema imunológico e para o envelhecimento precoce da pele. O excesso de radiação UV também afeta seriamente o crescimento das plantas e sua produtividade, com importantes implicações para a segurança alimentar. Os cientistas acreditam que o fitoplâncton marinho (plantas microscópicas que constituem a base da cadeia alimentar marinha) é particularmente sensível aos aumentos na radiação UV. A redução em sua quantidade tem um profundo efeito sobre outras espécies marinhas, inclusive os cardumes de pesca comercial. A Organização das Nações Unidas (ONU) consolidou os possíveis efeitos do estrago no escudo do planeta.

 

Confira:

Aumento de doença

A perda de 1% da espessura da Camada de Ozônio pode significar 100 mil novos casos de cegueira, causados pela catarata, e 50 mil de câncer de pele. A exposição prolongada aos raios UVs atinge o sistema imunológico e enfraquece o organismo. Isso aumenta os riscos de doenças infecciosas e a perda de eficiência das vacinas.

Aceleração do efeito estufa

Os raios ultravioletas (UV) afetam o plâncton marinho, responsável pela absorção de parte do dióxido de carbono, um dos principais geradores do efeito estufa. O plâncton é a base alimentar de crustáceos e moluscos, cujos predadores são, principalmente, os peixes. Vegetais e plantas sentem o efeito da radiação solar nociva. O solo se torna pobre, com poucos nutrientes. O desequilíbrio provocado pela ação natural das plantas e vegetais é compensado com o uso de mais agrotóxicos, fonte gasosa tóxica ao homem e prejudicial à Camada de Ozônio.

Aumento da poluição

A radiação adicional estimula a concentração de poluentes na atmosfera, provocados pela degradação, mais acelerada, de materiais como plásticos, borrachas, madeiras, têxteis e tintas.

 

4. Quais emissões das atividades humanas levam à destruição do ozônio?

Certos processos industriais e produtos de consumo resultam na emissão de Substâncias Destruidoras do Ozônio(SDOs) para atmosfera. SDOs são substâncias halogenadas que leva átomos de cloro e bromo para a estratosfera, onde destroem o ozônio por meio de reações químicas. Exemplos importantes são os clorofluorcarbonos (CFCs) e os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), uma vez que são utilizados em quase todos os sistemas de refrigeração e ar condicionado. Além disso os HCFCs são utilizados como fluido para extintores de incêndio, na fabricação de embalagens térmicas, na produção de espumas de poliuretano, em limpeza de circuitos elétricos, entre outros.

 

5. O que cada um de nós pode fazer para contribuir para a Proteção da Camada de Ozônio?

Refrigeradores e aparelho de ar condicionados

Não utilize objetos pontiagudos ou cortantes para limpeza do congelador da sua geladeira. Desta forma, evitará a perfuração da tubulação que contém o fluido frigorífico, e conseqüentemente, a liberação deste gás para a atmosfera; Ao solicitar um técnico para efetuar reparos na sua geladeira, pergunte se ele é cadastrado no IBAMA, pois esta é a unica forma de garantir que ele atua de acordo com a legislação. Dê preferência aos técnicos que tenham curso de boas práticas em refrigeração.

Saúde

No caso de problemas respiratórios, como asma, por exemplo, procure um médico e solicite recomendações de medicamentos que não contenham CFCs (principalmente do tipo aerossol).

 

6. Qual a dimensão da destruição da Camada de Ozônio?

A Camada de Ozônio vem sendo destruída gradualmente. Atualmente a sua concentração está 3% mais baixa em torno do planeta. O buraco no escudo protetor da Terra se amplia na Antártida, principalmente, no final do inverno e primavera no hemisfério sul. Nesse período, uma área de aproximadamente 31 milhões de quilômetros – maior que toda a América do Sul, ou o equivalente a 15% da superfície da Terra – recebe uma maior incidência de radiação UV-B.

 

7.Como ocorre a destruição da Camada de Ozônio?

A etapa inicial do processo de destruição do ozônio estratosférico pelas atividades humanas se dá por meio da emissão de gases contendo cloro e bromo. Por não serem reativos e por não serem rapidamente removidos pela chuva nem pela neve, esses gases ficam acumulados na baixa atmosfera. Quando sobem para a estratosfera, os gases sofrem a ação da radiação ultravioleta liberando radicais livres que reagem com as moléculas de ozônio, formando uma molécula de oxigênio (O2) e uma molécula de óxido de cloro (CIO), provocando a destruição do ozônio. O CIO tem vida curta e rapidamente reage com um átomo de oxigênio livre, liberando radical livre que volta a destruir outra molécula de O3. Um único radical livre de cloro é capaz de destruir 100 mil moléculas de ozônio, o que provoca a diminuição da Camada de Ozônio e prejudica a filtração dos raios UV.

 

8. Existem gases alternativos às substâncias que destroem a camada de ozônio?

Sim. O uso de fluidos frigoríficos que não contenham elementos como o cloro e flúor, que são capazes de destruir a camada e causar o efeito estufa. É necessário cautela para o uso de novas substâncias, a fim de garantir que não contribuam para o aquecimento global. O importante é que o setor produtivo esteja acompanhando se as novas alternativas lançadas no mercado realmente não contenham elementos destruidores da camada. Nos países desenvolvidos, a tendência é a migração para os fluidos naturais, como o NH3, CO2, água e hidrocarbonetos, com menor potencial destrutivo e baixo nível de aquecimento global.